

Blog dedicado à memória do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior de Castelo Branco.
Quem ainda se lembra da exposição de António Carmo? Por certo, muitos. Embora não fosse tão colorida...
Imagem retirada daquí
E tudo começou aqui, na capela do convento de Santo António em Castelo Branco. Francisco Tavares Proença Júnior a partir das suas colecções de arqueologia inaugurava em 17 de Abril de 1910, sem pompa nem ciscunstância o então Museu Municipal. Foi também ele o seu primeiro Director e quem redigiu o regulamento interno. Pode dizer-se que a abertura deste espaço teve mais repercussões positivas fora da cidade que no burgo em si. Já na altura a cultura entrava sempre pela porta pequena da tacanha e retrograda sociedade albicastrense.
Mário Silva é um dos muitos pintores contemporâneos presentes na colecção de Arte Moderna do Museu Francisco Tavares Proença Júnior. Esta colecção foi iniciada muito tenuamente nos anos 70 do século passado por Fernando de Almeida e incrementada e de que maneira pelo Director seguinte António Salvado nas décadas seguintes.
É este um documento admiravel, embora sintético, sobre a história do Museu até 1971. Curiosamente não faz qualquer alusão aos assaltos a que o Museu esteve sujeito 3 ou 4 anos antes, em que desapareceu parte importante de algumas das suas colecções. A numismática as jóias visigóticas, os estanhos e outros objectos de grande valor, até comercial "evaporaram-se", como por artes mágicas. É também uma publicação muito pouco conhecida no meio e acho que é a única do "reinado" de Fernando de Almeida, já bem no final.



Manuel Leitão foi dos primeiros jovens a acercar-se do Museu em meados da década de 70 do século XX. A Direcção apoiou na medida do possível, pondo desde logo o acervo à disposição para pequenos estudos o que implicou um revigorado entusiasmo e empenho numa pequena, mas irrequieta comunidade de jovens amantes da arqueologia. Com Manuel Leitão vieram também Álvaro Baptista, Joaquim Baptista, Pedro Salvado, Manuel Barata, José Henriques, etc.
Por pouco tempo o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, nos primeiros anos da década de oitenta do século passado, teve a função de Coordenador do Património classificado do seu raio de acção. Mais não era que fazer as folhas de pagamento aos respectivos guardas, mas mesmo assim houve tentativas para se fazer algo mais em Idanha-a-Velha assim como em Belver.Mas tudo foi de pouca dura. As elites locais, ignorantes e ciosas do seu poder feudal e paternalista tudo deitaram a perder. Os monumentos que o Museu coordenava eram o castelo e capela de Santiago de Belmonte, a estação arqueológica de Idanha-a-Velha, os castelos de Belver e Amieira do Tejo e o convento da Flor da Rosa.
